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Autor: Maria Auxiliadora Terra Cunha
   
Título(s):
[pt] A utopia da aventura em cadeira de rodas: um imaginário da dança como (re)descoberta das linguagens corporais.
[en] The utopia of the adventure in chair of wheels: an imaginary one of the dance as (re) discovered of the corporal languages.
   
Instituição de Defesa: Universidade Gama Filho
   
Resumo(s):
[pt] Esta pesquisa busca identificar os sentidos da aventura utópica na dança do cadeirante como (re)descoberta das linguagens corporais. Focaliza o ato mágico da imaginação desejante do (d)eficiente, estabelecendo o elo de ligação com o movimento, o ritmo, a sociedade, a vida. Busca satisfazê-lo, impulsionando-o em direção ao próprio corpo mutilado, metamorfoseando-o e considerando-o passível de realizar-se de forma palpável, concreta, além de prazerosa e expressiva. O prazer desse dançarino é sempre atualizado e (re)atualizado pela continuidade dos movimentos dançantes de sua cadeira de rodas e do par andante. A unicidade dessa tríade expressa sentidos dessa nova forma de dançar. A subjetividade apresenta estruturas míticas, arquetipais, fantasmáticas, formas arquitetadas através de pistas que só se revelam por via das linguagens que não se apresentam diretamente no imediato das falas. Por estarem camufladas nos silêncios, nas insinuações, só poderão ser percebidas pelo pesquisador que se proponha a buscar imagens do mundo interior, vividas entre o ser e o existir desses dançarinos. Segundo Durand, do imaginário emergem todos os medos, esperanças e frutos culturais. Dançar é movimento, uma das raras expressões de integração corpo-mente-espírito. Devido à complexidade do tema estudado, estão sendo adotadas diversas estratégias metodológicas, de caráter qualitativa, objetivando a captação dos aspectos que compõem o imaginário dos deficientes motores e que têm na dança seu elemento de inclusão. Assim, ao pesquisar sobre o ato mágico da imaginação, do encantamento, capaz de re-significar o objeto no qual se pensa, que se deseja, de modo à dele tomarmos posse, buscamos fundamentos nas abordagens de Bachelard, Gilbert Durand, Pessin, Postic, Campbell, Maffesoli, Eliade, Chevalier & Gheerbrant, Nilda Teves, Caillois. As construções teóricas da dança como produção de subjetividade, baseiam-se em Liberman e Laban. Objetivando coletar junto aos atores as informações necessárias, realizamos vinte entrevistas semi-estruturadas, com dezesseis cadeirantes e quatro andantes, buscando uma associação livre de idéias, mediante palavras indutoras- aventura, dançar, corpo, movimento, liberdade, cadeira de rodas. O dançarino assume, temporariamente, o lugar da dança e de um animal, permitindo formular sonhos projetivos, imagéticos. É a maneira que as polaridades encontram para se tocar e se transformar. Vários discursos emergem no universo das práticas alternativas dos deficientes. Fundamentamos a interpretação dos resultados na Análise do Discurso (AD), de Eni Orlandi, que entende linguagem enquanto lugar de conflito, tendo no silêncio seu elemento fundante, princípio de toda significação. Resultados apontam para tempo de dança como utopia, celebração, permitindo que expressem o desejo de dançar dos corpos paralisados que precisam da solidariedade andante para expressar sentimentos, emoções, espírito. Ao pisarem no palco, vivem seu duplo, fazendo da dança o sentido de vivificação desses corpos, no substrato estético da re-significação dos olhares.
[en] This research aims at identifying the meanings of the utopian adventure in the dance of the wheel chair sitter as a re-discovery of body languages. The research focuses on the imaginary magical act of desire by the disabled, which sets a link to movement, rhythm, society, life. Sitters attempt to satisfy their desire by pushing it toward their own disabled bodies, as if they could make it concrete, tangible, pleasant, expressive. This dancer’s pleasure is always materialized and (re)- materialized by the continuity of dancing movements on the wheel chair and by the walking partner. This three-element unity expresses new meanings in this way of dancing. Subjectivity presents mythical, archetypical structures distinguishable through the clues that can only be detected by the researcher ready to seek internal images experienced by the dancers, between their essence and their existence.To pursue these tracks of subjectiveness is our challenge, since according to Durand, it is from the imaginary that all fear, hopes and cultural benefits emerge. Dance is one of the rare activities of body, mind and spirit integration. It is movement, it is expression. Due to the theme of studie’s complexity, many methodological estrategies, qualitatively speaking, are being used to try to capture the aspects that make the disabled’s imagination and who feel being part of the society through the dance. With this in mind, we researched about the imaginary spelling magical act capable of redefining the object of what you think, of what you desire, and what makes you become the owner of it. Our studies are based in Bachelard, Gilbert Durand, Pessin, Postic, Campbell, Maffesoli, Eliade, Chevalier & Gheerbrant, Nilda Teves, Caillois. The theoretical constructions of dance as subjectivity production are based on Liberman e Laban. With the aim to collect the necessary information with the actors, we have made twenty semi-structured interviews, with sixteen “wheeling chair partner” and four “walking partner”, with a free association of ideas full of keywords such as adventure, dance, expansion and wheel chairs. The dancer temporarily assumes the dance and an animal, thus enabling the formulation of a projective dream of energy, interest, phantoms, needs for tenderness and denomination. Several speeches are present in the universe of alternative skills of the disabled persons, furnishing clues for the comprehension of the social imaginary that involves this activity and the feelings that dance assumes to them. The method used to interpreter results are based on the Speech Analysis of Orlandi, that perceives language while conflict field, having silence as its motive and principle of all meaning. Results indicate the dance time as utopia, celebration, allowing them to express the dancing desire in their paralyzed bodies that demand the walking solidarity to express their feelings, emotions and spirit. When they step on the stage they experience their second being by using dance to render life to their bodies through the aesthetical essence of the re-meaning of looks.
   
Titulação: Doutor em Educação Física
   
Programa de Pós-Graduação: Educação Física
   
Área de Concentração: Não possui
   
Linha de Pesquisa: Não possui
   
Contribuidor(es):
[Orientador] Vera Lucia de Menezes Costa
[Membro da Banca] Nilda Teves Ferreira
[Membro da Banca] Monique Ribeiro de Assis
[Membro da Banca] Luci Ruas Pereira
[Membro da Banca] Sérgio Rubens Barbosa de Almeida
   
Assunto(s):
[pt] aventura
[pt] cadeira de rodas
[pt] dançar
[pt] utopia
[pt] linguagens corporais.
[en] utopia / adventure / wheel chair / dancing / wheel chair sitter / body language
[pt] EDUCACAO FISICA
   
Local de defesa: Rio de Janeiro - RJ - BR
   
Data da defesa:
[pt] 02/2004
[en] 02/2004
   
Número de Páginas: 204
   
Arquivo(s):
PDF - PDF - Tese
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